Após o acidente

Durante o período de recuperação que passou no hospital, Pedro teve tempo de conversar com Morty sobre o ocorrido. Ele disse que Pedro deveria entrar em contato com a Uber e ver o que poderia ser feito, pois afirmou que como qualquer outro empregado, ele tem direitos e que a empresa deve fornecer a Pedro, todo o auxílio necessário previsto em lei.

Pedro inicialmente focou em sua recuperação, mas após o início da fisioterapia o seu quadro piorou, seu joelho não estava desinchando e havia o risco de perder um ligamento por uma má recuperação no local. Então, ele entrou em contato com o médico responsável pela operação, para que pudesse ser examinado e ver o que seria possível ser feito. Após alguns exames, foi constatado que Pedro não teria a total capacidade de andar normalmente de novo, no máximo com o auxílio de muletas, e que devido a isso ele não poderá voltar a exercer sua função de motorista da Uber.

Após alguns meses e ainda na fisioterapia, Pedro se vê encurralado em dívidas e desamparado. Então, ele decide entrar contato com a empresa para informar da sua situação e ver o que poderia ser feito por parte da empresa para ajudá-lo de alguma forma. Ao entrar em contato com a Uber, Pedro especificou quem ele era, juntamente com a sua história e o que o levou a assinar um contrato com a empresa. Pedro explicou tudo o que aconteceu no trágico dia do acidente, desde que ele se levantou até o ponto da batida, inclusive detalhou o que os médicos haviam lhe dito até o momento e explicando a sua condição.

A mensagem de Pedro foi encaminhada para o gerente da empresa, Anderson Ramos, que voltou entrar em contato via telefone. No telefonema foi dito a Pedro que a gerência da empresa ficou a par da situação e que ficou consternada ao saber do ocorrido, também lhe foi dito que desejavam uma ótima recuperação para ele e que não se preocupasse, pois o seu contrato ficaria congelado pelo tempo que fosse necessário, desde que ele informasse a empresa o período que seria necessário para a sua recuperação, incluindo o tempo que ele passaria na fisioterapia. Por fim, lhe foi aconselhado entrar em contato com o seguro, tanto dele quanto do motorista que o lesionou e que caso precisasse, eles poderiam indicar um advogado para representa-lo, visto que a empresa não poderia fazer nada para auxiliá-lo, pois não era parte da política da empresa e estava implícito no contrato assinado por ambas as partes.

Diante dessa situação, Pedro contatou seu amigo e advogado, o Morty, para que ele o ajudasse a entrar com uma ação legal contra a Uber, pois ele se acidentou enquanto estava trabalhando para a empresa e que portanto lhe seria previsto em lei uma indenização devida pelo empregador. Além disso, Pedro entrará com um processo contra o motorista que causou o acidente – pois por culpa do mesmo ele se encontra na situação que está – entrará com um pedido de aposentadoria por invalidez – mesmo que ele não tenha cumprido os requisitos informado no site da previdência, ele pretende tentar recuperar parte das contribuições que ele havia feito – pedirá uma pensão por morte de seu pai – pois o mesmo o sustentava enquanto vivo e dada a sua condição atual ele demorará a se restabelecer profissionalmente.

OBS: Como o nosso trabalho é retratar o caso de Pedro com a Uber, iremos omitir as respostas e os processos realizados contra a previdência social e as empresas de seguro automobilístico.

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